Acordando o mendigo

Eu não lembro de onde eu estava voltando nesse dia. Sei que estava usando minha blusa branca decotada e saia vermelha muito curta. Peguei o ônibus I232, um dos melhores para se exibir, dos que não saem da cidade, claro.

Eu decidi fazer algo diferente desta vez. Sempre era uma punheta, nunca dava pra mostrar o cu, porque nenhuma posição parecia funcionar. Até que eu pensei em uma pose bem ousada.

Eu estava sentada no fundo do ônibus, onde ficam os cinco bancos alinhados. Coloquei o celular apoiado na mochila, no assento da ponta e, da outra ponta, me preparei. Deslizei até ficar deitada sobre dois bancos e levantei as pernas, abrindo a bunda e exibindo o cu.

Não pude fazer muitas extravagâncias porque não estava sozinha na condução.

Me mostrando no ônibus.


Quando cheguei ao Terminal Umuarama, saí e desci até a Havan, procurando moradores de rua pela região. Achei um que dormia na lateral de um mercado. Fazia frio. Me aproximei com cuidado e toquei nele, chamando "Moço, moço". Ele acordou e eu perguntei:

— Quer fuder meu cu?

— Uai — balbuciou, meio sonolento. — Quero. Mas onde?

— Eu sei de um lugar, vem comigo.

Orientei-o a ficar do outro lado da rua e expliquei que era só seguir reto até o terminal. Mas ele voltou a atravessar para o mesmo passeio que eu, e ficou um pouco atrás, mas quase ao meu lado.

Por causa disso, um carro parou ao meu lado, abaixou as janelas e o motorista perguntou se estava tudo bem. Eu disse que sim, para que não se preocupasse. O que eu poderia falar? Deveria dizer que eu estava indo dar pro morador de rua?! Naquele momento me subiu uma raiva do mendigo, era só ter feito conforme eu disse a ele... Mas sem problemas, o motorista, apesar de não parecer convencido, deixou por isso mesmo.Chegamos, então, à trincheira. Me ajoelhei e chupei o pau preto daquele mendigo. Era grande, apesar de não tão grosso. Depois, virei o rabo para ele e, apoiando-me na parede, deixei que ele socasse no meu cu. Ele meteu até leitar.

O mendigo preto metendo no meu cu.


Me vesti e saí, deixando-o. Fui para casa e, no caminho, não encontrei mais ninguém para quem eu poderia dar.

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